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4 de dez. de 2011

PRIMEIRA PÁGINA

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Capa desta edição: composição em papel



Uma edição especial
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Esta é uma edição especial do Geléia Geral, a última edição do ano . Entramos agora em pequeno recesso para voltarmos na primeira semana de janeiro . Um tempo de reflexão.

Uma edição inteiramente dedicada ao papel. Mas nem pense em monotonia.Você se surpreenderá , com certeza , com as incríveis possibilidades de criação oferecidas por este magnífico material. No cinema, na moda, na fotografia, na escultura, na decoração...

Começo com o cinema. Tenha um feliz final de ano, e até a volta, em janeiro.
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Deliciosa animação em papel
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Uma pequena história passada em Amsterdã e contada em papel.
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The Move, Paper Animation

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19 de nov. de 2011

PRIMEIRA PÁGINA

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Capa desta edição: Igreja de N. Sra. da Glória do Outeiro. Rio de Janeiro. Foto NT


LUZES DA GLÓRIA

No alto do Outeiro da Glória, no Centro do Rio de Janeiro, a Igreja de N. Sra da Glória do Outeiro é um dos marcos da cidade. De minha janela, no Russel, a vejo. Me encanta admirá-la, diferente a cada dia, de acordo com a hora, a temperatura, o clima, a fase do ano. De meu ponto de observação, o sol se põe atrás dela. Tenho obsessão pela luz e não me canso de fotografá-la. Sempre do mesmo âmgulo, da mesma janela. A única variação é a luz. Fui assim formando um pequeno acervo de minhas fotos, a que chamei Luzes da Glória.
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A Igreja da Glória é uma jóia da arquitetura setecencista ( construída entre 1714 e 1739, quando ficou pronta),  um dos maiores patrimônios da arquitetura colonial religiosa brasileira.

9 de nov. de 2011

PRIMEIRA PÁGINA


Capa desta edição: Janela. Foto NT

SOLSTÍCIO EM MANHATTAN 12 de julho de 2011. Solstício de inverno no Hemisfério Norte. Ilha de Manhattan. Rua 42. O fenômeno, observado a cada semestre ( ou cada solstício - quando o Sol, a cada seis meses, atinge a maior declinação em latitude em relação ao Equador), já vem sendo chamado de Manhattanhenge. O por-do-sol alinha-se perfeitamente com a principal rua da ilha, e a população corre para ver e fotografar. 

Estas fotos , recebi via email.









25 de out. de 2011

PRIMEIRA PÁGINA

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Capa desta edição: jardim do Museu da República - RJ. Foto NT

O CINE CAVALIERE ORLANDI
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Acabo de retornar há poucas horas do FATU - Festival de Filmes de Aventura, Turismo e Sustentabilidade, na cidade de Socorro, São Paulo. É minha segunda vez no FATU. A primeira, em 2009, tive o meu filme Caçadores de Dinossauros premiado na categoria Melhor Montagem. Este ano, junto do FATU ocorreu o ENBLOG 1.0 - Encontro Nacional de Blogueiros, como evento paralelo, com premiação, e fiz parte deste juri.
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Sobre o FATU e a cidade de Socorro já tenho falado na internet. Hoje quero falar do Cine Cavaliere Orlandi, onde ocorreu mostra do festival, este ano com 32 filmes.
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O Cine Cavaliere Orlandi foi inaugurado em 1942, em plena euforia cafeeira,em estilo art-deco,  por João Della Maggiori Orlandi, imigrante italiano, barão do café. Tinha 540 lugares -  hoje reduzidos a 150 - e filas que dobravam vários quarteirões. Especialmente nos lançamentos de fimes nacionais, como os de Mazzaropi  - o  campeão  de bilheteria da história daquele cinema.
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UM PEDAÇO DA HISTÓRIA
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A história do Cavaliere Orlandi confunde-se com a própria história do Cinema no Brasil e no mundo, nos últimos 70 anos,  marcada por grandes transformações. Anos em que a arte cinematográfica deixou o coeiro para atingir a maturidade, com o Tecnicolor, o Cinemascope, a Terceira Dimensão, o Som de Alta Fidelidade.
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Contudo, seus donos atuais, descendentes do fundador, empenharam-se em manter o cinema tão fiel quantto possível a seu projeto original, no decor,  arquitetura e velhos equipamentos, como o antiquíssimo projetor  de filmes em película.  É uma dos últimas salas do país, senão a última nestas condições.
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Selo em bronze do velho projetor
O CAVALIERE LEMBRA CINEMA PARADISO
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Quem de nós não tem no Cinema Paradiso ( Nuovo Cinema Paradiso, no original), filme de Giuseppe Tornatore, de 1988, e passado em 1942 - justo quando nascia o Cavaliere - um seus prediletos?
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Pois o Cavaliere Orlandi é uma espécie de Cinema Paradiso. Viu nascer e crescer a cidade e cada um de seus cidadãos. Impregnou-os de sonhos, de novas idéias, influenciou comportamentos. Como monumento, ponto de encontro,  de trocas afetivas, marco da cidade e do Circuito das Águas Paulista ( foi o primeiro da região).
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DESPEDIDA
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.Vai fechar para reforma. Adaptar-se às necessidades do Cinema Digital e do novo mercado distribuidor. O velho projetor  e seu facho de luz que nos arrepiava no escuro da sala aposentam-se para sempre. É o fim de uma era.
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Bobina (acima) e projetor ( abaixo), na penumbra da sala de projeção
do Cavaliere Orlandi

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Despeço~me, carregando na mochila um trecho de filme, para contar aos netos o que foi a película, o princípio de tudo: na faixa azul, o som; cada 20 quadros, um segundo de imagens.
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24 de set. de 2011

PRIMEIRA PÁGINA

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Capa desta edição: Lua cheia em Lumiarr. Foto NT
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Começo esta edição com Kandinsky. Gosto das edições em que tenho um pintor. De algum tempo ou lugar. Qualquer tempo e lugar. A pintura nos aquece,  reconforta,  inspira,  faz ver além do Véu de Ísis.
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Vem comigo, então, visitar Kandinsky. Ao longo desta edição vamos falar também de como Kandinsky inspirou o Guggenheim de Nova York.
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WASSILY KANDINSKY
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Pintor francês nascido na Rússia, Wassily Kandinsky ( 1866 -  1944) foi um dos mais  determinantes nomes da Pintura Moderna. Uma das grandes expressões da Bauhaus - a mais importante escola de design até nossos dias - teórico, professor e precursor do abstracionismo, agitador cultural, Kandisnky viveu anos na Alemanha e começoua pintar como expressionista. Depois migrou gradualmente para o abstracionismo ou arte não-objetiva ou não-figurativa, que são outros nomes dados à mesma tendência,
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Tela de Kandinsky  expressionista

De passagem, entre o expressionismo e o abstracionismo
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Para o expressionismo, tal como o impressionismo, a luz é um fator fundamental, ou a forma como a luz  é captada na tela. Uma frase de Kandinsky talvez explique sua evolução de expressionista a abstracionista:
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"Eu andava em busca de determinada hora, que era e é a mais bela do dia em Moscou... Por um instante, o sol faz com que toda a cidade fique misturada em uma única mancha".
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A música foi outra influência definitiva na obra de Kandinsky
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O abstracionismo, que surgia no início do século 20, não foi bem-recebido por público e crítica, e a história de Kandisnky, pintor ou teórico, é pontuada de perseguições,  agressões, discriminações. Suas posições políticas refletiam as mesmas inquietações.  Foi expulso da Alemanha, desiludiu-se na Rússia com o Governo Soviétco, e assim por diante.  Contudo, conquistou respeito e sucesso ainda em vida.
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Composição 8 - uma das grandes inspirações da Bauhaus,  hoje ocupa lugar de destaque no Museu Guggenheim de NY
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Com pai e mãe pianistas, Kandisnsky também estudou piano desde a infância e continuou por toda a vida apaixonado pela música. Muitas de suas telas recebem nomes como "Composição", ou "Fuga", que remetem à música São, em geral, como se Kandinsky "pintasse" uma harmonia ou movimento musical.
 É também famosa sua correspondência com  Arnold Shonberg - maestro e compositor, amante da música atonal-  entre 1911 e 1914, que teria sido, segundo os estudiosos, outra indiscutível influência intelectual e artística do pintor.,


Kandinsky - Dresden,1905
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Veja mais:
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GIL BRANDÃO - MODA BRASIL ANOS 50

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Gil Brandão e a criação de uma identidade nacional
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Um desses dias amanheci com um nome na cabeça. Gil Brandão, um dos homens que fizeram ( ou criaram) a Moda brasileira, nos anos 50/60. Eu era menina, e todas as mulheres falavam em Gil Brandão, compravam revistas para reproduzir modelos de Gil Brandão. Minha mãe, tias, amigas delas... Gil foi tão importante para a Moda quanto para o jornalismo. Vendeu muito jornal, muita revista.
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Costureiro”, como antes se chamavam os estilistas, preferia considerar-se modelista. Modelista e ilustrador, Gil lançou no Brasil a idéia do “faça você mesma”. Ensinava no Jornal do Brasil e revistas da época corte-e-costura, publicava moldes fáceis de ser seguidos, democratizando assim modelos antes só acessíveis às elites.
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Como criar seus próprios modelos
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"Começamos hoje a publicação em série de um conteúdo simples e objetivo de como cortar e costurar. Através dele, a leitora tomará conhecimento das regras gerais do corte e dos pequenos detalhes que dão a necessária elegância à costura. Não se preocupe a leitora de que não tem jeito nem conhecimentos do assunto. Costurar bem se baseia em pequeno trinômio: paciência, bom gosto e um pouco de imaginação".
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Jornal do Brasil, 25/01/1959
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A Moda no Brasil dos anos 50
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Os anos 50 foram os chamados "anos dourados" da classe média brasileira, marcados  pelo desenvolvimento do país no Governo Kubtscheck, a primeira Bienal, a criação do Museu de Arte Moderna, a construção de Brasília, a Bossa Nova. A indústri têxtil está a todo vapor nas exportações,  rpomovendo grandes eventos de Moda ( Como a Fenit e a Miss Bangu), o algodão alcança boa cotação,  favorecendo o surgimento de uma Moda brasileira, até então cópia da Alta Costura francesa, e no qual se destaca o estilista Dener. Os tecidos não custam caro e muitos metros são gastos em cada modelo.
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Saiba mais sobre a época em:
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É, então, neste cenário que reina, com absoluta popularidade, o modelista.
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Alguns modelos de Gil Brandão
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Buracos na História
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Sobre Gil Brandão há pouco que se ler na internet ou nos livros. A Moda Brasileira é pouco documentada. Há projetos de biografias e de publicações de seus métodos e modelos, ainda não realizados. E não encontrei dados concretos sobre sua origem e trajetória .Fica aí uma boa idéia para trabalho nas universidades de Moda.
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Revista Fonfon, nov. 1952

3 de set. de 2011

PRIMEIRA PÁGINA

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Capa desta edição: Foto da Ilha de Itaparica, Bahia, anos 90, em película, utilizando um filme Utra- Red
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Bonecas de Papel, saudades de Lili
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Entre as melhores lembranças de minha infância ( quando descobri que os maiores prazeres da vida são os mais simples), estão as bonecas de papel e algumas personagens de histórias em quadrinhos desaparecidas, que em vão tento encontrar: as duplas Lili e Zizi e Laura Jane e Tiquinho.
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As bonecas de papel, eu as vi ressurgir recentemente em ímãs de geladeira, com seu guarda-roupa de papel , mas pelo que me pareceu, agradam agora mais às  mulheres adultas saudosas de infância que às meninas de hoje, sempre tão bombardeadas de brinquedos caros e  informações.
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Quanto ás minhas personagens de infância, andei falando delas neste blog: "Onde foram parar Laura Jane e Tiquinho? Quem desenhava? Por que não restou uma única revista deles? E Lili e Zizi, as modelos rivais na passarela e no amor de Dodô?". Pedi que quem soubesse escrevesse. E foi aí que apareceu muita gente, só que todos também procuravam.
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Mas o fato é que fui agora pesquisar se havia bonecas de papel disponíveis na internet. E há. E entre elas, para minha surpresa, a primeira imagem que consigo localizar na WEB de Lili e de Zizi.
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Para os que sofrem das mesmas saudades, seguem aqui bonecas de papel.
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E finalmente, as duas heroínas de meus anos teen, Lili e a ruiva Zizi.
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