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Bom, cá pra nós... ele é o máximo. E não à toa foi escolhido para ser o chapéu do Indiana Jones e de tantos outros heróis e bandidos. E que anda pela cabeça de muitas celebridades, desde o século 19.
É lindo. E, dependendo do fabricante – o melhor do mundo é a marca brasileira Chapéus Cury – justo a que fez o chapéu do Indiana, sob medida, por encomenda da equipe Spielberg - pode ser perfeito. O modelo se presta bem a aquecer no inverno, sendo fresquinho no verão.
O modelo é originário do Tirol australiano, e foi fazendo sucesso no mundo e ganhando, ao longo do tempo, diferentes nomes. Um pouco parecido com outro clássico, o chapéu panamá ( para alguns, o mesmo modelo em versão palha), pode ser fabricado em feltro, lã ou pele de lebre. O do Indiana é de lebre e o modelo varia no tamanho da aba ou da copa.
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Começou a ser produzido em 1857, chamado chapéu trilby, mas popularizou-se mesmo a partir de 1882, e na cabeça de uma mulher.
Sarah Bernhardt, que usou o modelo na peça Fedora, de Victorien Sardou ( autor também do libreto da ópera Tosca, entre outros textos), peça escrita especialmente para a atriz, que ganharia em seguida uma versão operística com música de Umberto Giordano. Fedora é o diminutivo russo de Teodora ( Romanoff), Imperatriz de Bizâncio, heroína da peça. O modelo foi imediatamente adotado pelas mulheres de todo o mundo e passou a ser conhecido ( ainda hoje o é) por chapéu fedora. Em 1910, dois milhões de peças já eram produzidas para a elite européia.
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No vestuário masculino, teve seu auge nos anos 20, e durou até os anos 60 ( em que foi marca registrada de Frank Sinatra), quando caiu de moda o chapéu masculino em virtude de a maioria dos homens passar a usar o carro.
Em 1942, um reforço na onda dos chapéus fedora - usado por Humphrey Bogart em Casablanca.
Nos anos 70, seu charme é mais uma vez descoberto no filme de Jacques Déray, estrelado por Alain Delon e Jean Paul Belmondo, Borsalino. Passou então a ser conhecido também por chapéu borsalino. Inicialmente produzido em preto, marrom ou cinza, o borsalino agora já aparece em cores claras ou berrantes. E um dos principais segredos de usá-lo bem é a manipulação, ou a forma como se trabalha com as mãos a modelagem da copa e do caimento da aba em cada cabeça.
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O fedora, no auge da moda masculina - entre os anos 20 e 60
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NAS HQs
NAS HQs
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NAS PASSARELAS
O fedora é também um predileto nas passarelas. E sua performance é incrível. Masculino, muito masculino usado por homens, dá muita feminilidade às mulheres, presta-se tanto a vilões quanto a heróis ( reais ou ficcionais), a antigos e moderníssimos figurinos. E, parece sempre outro chapéu, de acordo com a forma como é usado ou por quem.
Greta Garbo usou um fedora desestruturado nestas fotos.
O fedora é também um predileto nas passarelas. E sua performance é incrível. Masculino, muito masculino usado por homens, dá muita feminilidade às mulheres, presta-se tanto a vilões quanto a heróis ( reais ou ficcionais), a antigos e moderníssimos figurinos. E, parece sempre outro chapéu, de acordo com a forma como é usado ou por quem.
Greta Garbo usou um fedora desestruturado nestas fotos.
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CURY, O FABRICANTE BRASILEIRO
O chapéu que o ator Harrison Ford usa desde Caçadores da Arca Perdida, o primeiro filme da série, de 1981, é fabricado em Campinas, São Paulo, a 100 quilômetros da capital. O acessório é feito sob medida para a cabeça do ator ( talvez por isso mesmo nunca lhe caia da cabeça). Com vários tamanhos, é oferecido em lã ou pêlo de lebre. O preço, dependendo do modelo, tem por preço médio R$ 200.
Desde o longa de estréia, Harrison já usou mais de uma dezena de chapéus Os chapéus Indiana ão feitos artesanalmente na Cury e levam cerca de dez dias em confecção. Harrison preferiu os de abas maiores.
A Cury Chapéus existe desde 1920. A relação da empresa com Indiana começou quando um dos produtores do filme, cliente da casa, encomendou um modelo para um personagem aventureiro, sem dar maiores detalhes. A fábrica paulista entregou a encomenda e só ficou sabendo para que filme e personagem quando Caçadores da Arca Perdida estreou no cinema.
Mas a chapelaria não tinha a devida licença para comercializar réplicas com o nome do herói, situação que foi revertida recentemente, com o lançamento de O Reino da Caveira de Cristal, filme para o qual foram produzidas 8 cópias.
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Vejam a mostra:
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